Pedro Mauro é o artista convidado de honra do Festival de Quadrinhos de Limeira

Pedro Mauro será o grande homenageado do Festival de Quadrinhos de Limeira edição 2018! Vamos conhecer um pouco mais do nosso ilustre convidado!

Entrevista conduzida por Joanan de Oliveira Batista

Ele nasceu no interior de São Paulo, em Nova Europa, e de lá saiu para ganhar o mundo com sua arte fabulosa! Durante mais de uma década trabalhou com arte publicitária na capital São Paulo e depois nos Estados Unidos, mas anos antes já havia ilustrado Pancho, um western spaghetti de grande sucesso na extinta editora Taika. Seu retorno triunfal e definitivo às HQs aconteceu em 2013 através de uma parceria com Carlos Stefan, para a obra Back From the Dead Red, ainda inédita. Recentemente desta união resultou Gatilho, lançado em 2017 e ovacionado pelo público. O sucesso foi tão grande que teremos mais dois volumes. Durante esse período Pedro Mauro tem estado à serviço da editora Bonelli, uma das gigantes mundiais, e feito personagens como Adam Wild, entre outros.

Olá, Pedro. Tudo bem com você? Vamos bater um papo descontraído sobre a sua vida e seu trabalho. Nosso público vai gostar demais de saber um pouco mais de um dos grandes artistas brasileiros da nona arte!

 

O início!

 

 

O mais marcante foi quando voltei pra passear na minha cidadezinha e um amigo veio emocionado me mostrar o meu gibi e me pedir um autógrafo. O meu primeiro autógrafo!

 

Você cresceu em meio à natureza e longe da cidade grande. Dizem que nosso lar são nossas raízes e que carregamos conosco essa base por toda a vida. Como essa infância mais pacata influenciou o Pedro Mauro artista, ilustrador e quadrinista?

R: Éramos uma família numerosa, 11 irmãos, e vivíamos numa grande fazenda modelo, uma cidade fazenda. Tínhamos cinema, clubes, escolas, enfim, você não precisava sair dali para nada. Meu pai era empregado nessa fazenda. Meu irmão mais velho gostava de arte e me influenciou, foi quem me deu meus primeiros livros e materiais para pintura e desenho.

Pensando ainda nessa época de infância, você consegue lembrar quais quadrinhos mais gostava? Assim como para todos nós, é claro que eles tiveram grande importância para você. Consegue nos dizer de que maneira esses gibis que lia quando criança influenciaram sua arte depois de adulto?

R: Como desenho, o quadrinho que mais me chamava atenção de modo geral e que eu sonhava desenhar um dia, era o Fantasma, inclusive o personagem. O cara morava numa caverna, tinha um lobo, cavalo, tesouro, uma namorada em Nova York, vestia sua capa, chapéu, e lá ia ele resolver problemas na cidade grande. Além dele, claro, adorava westerns, como o Cavaleiro Negro. Nos cartuns meu favorito eram os clássicos de Carl Barks, da Disney.

Você já disse algumas vezes que seu sonho de infância sempre foi trabalhar com quadrinhos. Como foi para um garoto de 16 anos começar a vida profissional em um projeto grande como o Pancho? Quais as maiores dificuldades que enfrentou na época?

R: Sim! Eu só pensava em um dia desenhar HQs! Confesso que não encontrei grandes dificuldades pra entrar no mercado. O que tive, sim, foi sorte de  encontrar um profissional de nome Ignacio Justo, que foi quem me ensinou e me colocou nas editoras. Depois de seis meses estudando duro com ele assinei meu primeiro trabalho, junto com ele, numa história de guerra. Meses depois surgiu a oportunidade de desenhar Pancho e outras HQs de faroeste.

Edições publicadas com a arte de Pedro Mauro.

Você deve ter tido grandes experiências e aprendizados durante o trabalho em Pancho. Quais delas você carrega até hoje? Há algo marcante que possa nos contar?

R: Entre Pancho e faroestes foram quase dois anos, umas trezentas páginas de quadrinhos. Todo meu sonho de infância estava se materializando ali, quando via meu trabalho nas bancas. Aprendizado que carrego até hoje foi o que recebi dos profissionais na época, “estude, olhe quem está na sua frente, quem está fazendo o melhor”. O mais marcante foi quando voltei pra passear na minha cidadezinha e um amigo veio emocionado me mostrar o meu gibi e me pedir um autógrafo. O meu primeiro autógrafo!

 

O caminho até aqui!

 


Aconselho estudar muito a figura humana, anatomia e observação. E inglês. Com o inglês você pode trabalhar para qualquer mercado fora do Brasil.

 

Ainda no campo das experiências e influências, algum tempo depois você foi trabalhar com ilustração para publicidade em São Paulo e anos depois foi para fora do Brasil, para os Estados Unidos. E durante um bom tempo trabalhou nisso! Sua ida para esta área, a publicidade, teve alguma influência do que acontecia na época de Pancho, quando diversos ilustradores deixavam as revistas para trabalhar com publicidade onde aparentemente a carreira era mais rentável e estável? Ou foi apenas coincidência? Como isso aconteceu na sua vida?

R: Fui para a publicidade pelo mesmo motivo que outros também foram naquela época, crise nas editoras de quadrinhos. Eles procuravam desenhistas de HQs para desenhar storyboards na publicidade por ser um trabalho muito parecido, mesmo que mais “solto” do que os quadrinhos. E, claro, pagava-se muito mais e era um mercado estável. E o meu portfolio com Pancho e faroeste foi sim marcante para minha contratação. Meu apelido lá era Cowboy… rs.

Acredito que a área da arte para publicidade seja bastante diferente da ilustração de quadrinhos. É isso mesmo? Pode nos dizer algumas das maiores diferenças entre elas?

R: Bem diferente! Mas desenho sempre foi importante. Nos layouts você tinha que trabalhar de uma forma e com traços mais soltos, sair daqueles traços mais duros e marcantes para uma coisa mais leve, como diziam, “mais modernos”. Aí você acabava estudando outros tipos de artes, as de grandes artistas comerciais que ilustravam para publicidade. Mas tudo isso lá na frente iria te ajudar e muito no aprendizado constante da carreira.

Ter trabalhado com publicitários e com os clientes deles te ajudou de qual maneira na formação e no amadurecimento da personalidade da sua arte?

R: Ajudou e muito! Trabalhei com grandes ilustradores e diretores de arte e clientes que conheciam arte, e te cobravam qualidades no desenho. Isso só me fez me dedicar mais e mais na profissão.


E meu portfolio com Pancho e faroeste foi sim marcante para minha contratação. Meu apelido lá era Cowboy… rs

 

Houve alguma motivação especial para decidir voltar aos quadrinhos? Como esse retorno aconteceu?

R: Em 1995 me mudei pra Nova York e fui trabalhar para um estúdio que representava artistas para publicidade. Lá eu fiquei doze anos. E mesmo voltando  para o Brasil continuei trabalhando para eles até 2014. Mas sempre ensaiava para voltar desenhar HQs, até que então decidi que era tempo de voltar. A motivação talvez tenha sido o cansaço e as mudanças que ocorreram na área da publicidade.

Quando você voltou para os quadrinhos com os teasers de Back From the Dead Red, estava nítido que todas as experiências anteriores e seu talento tornaram seu traço, sua percepção de arte, únicas. Com Adam Wild ficou claro que você estava consolidado como um dos grandes nomes da atualidade da nona arte. Como você enxerga sua própria evolução profissional? O que acha que deve melhorar? Se é que há algo.

R: Por mais que você se inspire em alguém, beba na fonte de outros artistas, você encontra seu próprio estilo, é natural. Vem com o tempo. Pra desenhar Adam Wild, minha volta definitiva às HQs, eu estudei meus traços pra esse trabalho por um mês. Engraçado que mostrei esses estudos para o Gianfranco, sem ele pedir, e ele fez uma postagem dos estudos na página dele dizendo “olhem aqui, pessoal, uma HQ também se estuda antes de começar a desenha-la”…rs. E digo que sim! Sempre tem que melhorar em algum detalhe ou técnica. Minha vó dizia “saber não ocupa espaço”.

Sua avó estava corretíssima! Aliás, sei que para manter a rotina e a produtividade você divide a semana em 8h de trabalho diárias. Mas como acontece o seu processo criativo pessoal? Há algum ritual, algo especial?

R: Não, nada especial. Procuro manter minhas oito horas diárias de trabalho para ter média de vinte páginas mensais.

Estúdio onde Pedro Mauro trabalha em suas criações.

Você tem bloqueios criativos? Se sim, como os supera? Há alguma coisa diferente que costume fazer quando eles ocorrem?

R: Nunca pensei em bloqueios criativos, às vezes uma cena especifica de ação ou quando você busca uma narrativa mais interessante para a página e demora pra aparecer ou não sai a contento. Aí passo para a próxima página ou cena e depois volto pra ela. Ou paro um pouco, vou tomar um café. Normal ter dias que você está mais inspirado. Mas isso nunca atrapalhou o cumprimento dos meus prazos nos trabalhos.


Por mais que você se inspire em alguém, beba na fonte de outros artistas, você encontra seu próprio estilo, é natural. Vem com o tempo.

 

Com toda sua vivência você acaba sendo um exemplo para os mais jovens. Quais conselhos pode dar para quem tem o mesmo sonho que você e quer seguir a mesma carreira desenhando quadrinhos?

R: Desenhar, desenhar e desenhar. Hoje se tornou mais fácil pesquisar. Você pode acessar trabalhos de artistas, assistir tutoriais na internet, etc. Aconselho estudar muito a figura humana, anatomia e observação. E inglês. Com o inglês você pode trabalhar para qualquer mercado fora do Brasil, o que hoje é importante. É claro que pode fazer isso através de agentes mas o ideal é você poder lidar direto com editor ou roteirista.

 

Bonelli, Gatilho e a atualidade!


Vamos lançar o número dois (de Gatilho) agora na CCXP 2018 e o terceiro na CCXP 2019.

 

Isso já tem algum tempo, mas como aconteceu o convite para trabalhar para a Bonelli?

R: Foi de surpresa. Fazia ainda meu trabalho de publicidade e preparava umas páginas de HQs para começar a enviar para editoras nos EUA. Quando no dia 1 de Janeiro de 2014 recebi uma mensagem no Facebook de Gianfranco Manfredi dizendo que gostava do meu trabalho postado na minha página, e  perguntando se eu me interessava em desenhar episódios de Adam Wild. Foi assim o meu começo com a Bonelli.

Trabalhar para a Bonelli deve ter sido uma mudança e tanto. Qual foi o grande desafio nessa fase de mudança e adaptação da sua vida?

R: Sim, foi uma grande mudança! Eu voltaria para os quadrinhos desenhando para uma grande editora e para um grande roteirista! E o mais legal era que eu ia trabalhar numa história de aventura e com um prazo elástico para entrega. Perfeito para recomeçar! O desafio foi fazer um trabalho a altura de quem estava me contratando e durante um tempo ter que fazer os trabalhos de publicidade junto com os quadrinhos.

E qual o grande desafio atualmente?

R: Rsss… desenhar um western (Gatilho 2) e ao mesmo tempo uma série com tema mais contemporâneo para a Bonelli usando técnicas diferentes e ter que entregar as duas no mesmo prazo.

E mais especificamente, como acontece a rotina com a Bonelli? Muitos têm curiosidade de como se desdobra a relação e o desenvolvimento diário do trabalho para uma editora tão importante de revistas periódicas. Falo dos prazos, de como são as conversas entre vocês, o envio do roteiro, como você o desenvolve, como funciona quando você envia as artes e como são pedidas as mudanças e retoques nessas artes, as aprovações e esse tipo de coisa. Conte-nos um pouco do dia a dia do seu trabalho atual, por favor.

R: Eu tenho trabalhado até hoje somente com o Gianfranco Manfredi. Ele escolhe os artistas para suas histórias, menos as de Tex. Então meu contato durante o trabalho é só com ele. Eu trabalho sempre uma média de 20 páginas a lápis em cima do roteiro que ele me manda (roteiro, aliás, descrito página por página, quadro por quadro) e apresento esses lápis para ele. Ele quem aprova e me retorna. Aí então faço a arte final e uso papel e nanquim. Nesses quatro anos de trabalho só tive duas cenas alteradas. Isso também se deve ao fato dele me passar muito detalhadas as informações. Os dois Adam Wild que desenhei tive dois anos de prazo pra entregar. Já o trabalho de LeStorie (Mugiko) foi mais flexível ainda. Eles publicariam somente quando eu terminasse, sem prazo definido. Entreguei em seis meses. O projeto que estou trabalhando agora tem prazos parecidos. Na média é um ano para cem páginas.

Gianfranco Manfredi, seu parceiro por lá, é um artista que atua e se expressa em diversas áreas. É compositor, cantor, escritor, roteirista, ator… Dizem que sua criatividade é imensa. Como é trabalhar com alguém tão dinâmico e versátil assim?

R: Realmente ele me impressiona! Ele produz muito e seus trabalhos para HQs são sempre em cima de muita pesquisa (eu recebo fotos ou referências para cada detalhe da história). Ele me levou um dia para um tour por Milão e me mostrou prédios e lugares históricos da cidade, como se estivesse já pensando em algum roteiro. E não é por agora estar trabalhando no seu novo projeto que se passa nesses lugares, mas tenho a impressão que ele já pensava em algo. Ele disse que não… rs. Além disso, é uma grande figura humana.

Gianfranco Manfredi e Pedro Mauro na editora Bonelli

Com o Carlos Stefan a parceria tem se mostrado longeva. Como é trabalhar com ele? Do ponto de vista criativo, como funciona a colaboração entre vocês?

R: Com o Carlos tem rolado a mesma química. Quando falei com ele sobre a ideia de desenhar um faroeste autoral, ele já se propôs a escrever uma ideia que tinha pensado. A partir daí a história foi surgindo em sua mente, trocamos ideias e comecei desenhar sem roteiros fechados. Eu desenhava um bloco da história e ele completava com as falas. Mas isso pra mim só funciona se a gente puder conversar muito sempre que necessário, ficar só na base de e-mails e mensagens não rola. Tem que ser ali, in persona, com cafezinho e papel na mão. O trabalho rolou fácil e rápido. Carlos é realmente muito criativo e seus roteiros fogem do lugar comum.

Carlos Estefan e Pedro Mauro na CCXP 2017

Gatilho foi aplaudido de pé pelo público e terá mais duas edições. Como está o processo de criação das sequências? Já tem data de lançamento? E pode nos contar algo novo sobre ele?

R: Gatilho superou nossas expectativas! Sabíamos que tínhamos um material  bom nas mãos mas o público reagiu muito além do esperado! Carlos acertou na mosca (quem leu vai entender o trocadilho) e eu tentei trazer para os desenhos um tom  dramático que a história pedia. Isto é, com uso de claros e escuros maior do que costumo usar e uma narrativa mais cinematográfica nas angulações e cenários. Já estou trabalhando as primeiras treze páginas da sequência e posso adiantar que estou super empolgado! Vocês terão surpresas! Já possuímos toda a história fechada, inclusive a conclusão com o número que finaliza essa trilogia. Vamos lançar o número dois agora na CCXP 2018 e o terceiro na CCXP 2019.

Gatilho sendo lançada no Espaço Nerd em Limeira – SP

 

E no que está trabalhando atualmente?

R: Em Gatilho 2 e numa nova série de Gianfranco Manfredi, para a Bonelli, com lançamento previsto para novembro, na Itália.

 

Festivais e feiras de quadrinhos!


A vontade que tinha (era) de, de repente, essa arte ficar com um desses fãs. Surgiu a ideia do leilão. Seria melhor do que pôr simplesmente à venda. Sei que quem por ventura arrematar vai ficar mais feliz do que eu mantendo ela numa gaveta ou na minha parede!

 

Agora vamos para Limeira onde estará em setembro no Festival do Quadrinho da cidade! Você confeccionou uma arte exclusiva para o Festival. Pode nos dar detalhes de como foi o processo de criação dela? Sobre os estudos que fez até chegar no resultado final, se teve inspiração em outras obras, outros artistas, as fases de criação e coisas desse tipo.

R: Quando o Renato Frigo me convidou para o Festival de Limeira e também para criar e ilustrar o cartaz, me senti super honrado, ainda mais num evento pra comemorar os 70 anos de Tex! Eu fiz vários estudos sempre pensando em criar e me inspirar nos pôsteres de cinema (western) dos anos setenta. Optei por esse por ter achado que consegui ilustrar a força que o personagem pede, mostrando expressão no rosto dele em destaque. Trabalhei com acrílica e ecoline sobre papel Schoeller.

A arte desse cartaz será leiloada entre os fãs que estiverem no Festival. Qual o sentimento de entregar um trabalho original para um fã da sua arte?

R: Pelo apelo que Tex tem entre os fãs no Brasil eu disse ao Renato Frigo da vontade que tinha de, de repente, essa arte ficar com um desses fãs. Surgiu a ideia do leilão. Seria melhor do que pôr simplesmente à venda. Sei que quem por ventura arrematar vai ficar mais feliz do que eu mantendo ela numa gaveta ou na minha parede!

Original (acrílica e ecoline sobre papel Schoeller) que será leiloado em Limeira durante o festival.

Ainda sobre os fãs, de que maneira você enxerga os festivais e feiras locais que estão expandindo cada vez mais no Brasil e que celebram as HQs? Que tipo de relevância podem ter para a nona arte e mais especificamente para os artistas?

R: Eu vejo tudo isso com um grande otimismo na nossa área! Os eventos locais como os de agora, por exemplo, em Jundiaí, Indaiatuba, Limeira, Sorocaba e tantos outros por aí afora e também o mega CCXP, só mostram o quanto aumentou o interesse do público para com os quadrinhos. É claro que não está tudo perfeito e existem muitos problemas pra alguém colocar seu trabalho no mercado brasileiro, que não é tão grande como em outros países. Mas, quando vejo artistas autorais fazendo suas HQs com sacrifício e exibindo nesses festivais, lembro de uma frase que um artista americano disse quando perguntado se ele botaria fé no futuro desse mercado, e ele disse: “Não sei te dizer sobre o futuro nem estou preocupado com isso, pois fazer arte já é um ato de fé!”

Érico San Juan, Minighitti, Ricardo Antunes, Pedro Mauro, Spacca e Marco Cortez no Festival de Quadrinhos de Limeira.

Você acha que esses festivais deveriam focar mais em artistas e trabalhos europeus? Como enxerga a entrada dessas obras no Brasil e a aceitação do público?

R: Acho que as coisas que o Renato Frigo está fazendo com o Festival de Limeira vai marcar e criar esse perfil, vai mostrar e divulgar mais ou, quem sabe, somente o mercado europeu, o que eu acho fantástico! Você pode ter os dois perfis em dois ótimos eventos. A CCXP, ficando mais voltada para o mercado americano e o Festival de Quadrinhos de Limeira para o europeu. Só vai agregar para artistas e fãs aqui no Brasil.

Para finalizar, quer deixar um recado, uma mensagem para os leitores dessa entrevista e fãs do seu trabalho? Talvez queira também comentar algo que não foi perguntado.

R: Quero agradecer pelo convite para essa entrevista! E um obrigado para todos que acompanham meu trabalho e curtem minha arte! E lembrar também de algo que não mencionei acima, sobre um álbum que desenhei em 2016 para a Glenat*, França, com cores do Marcelo Maiolo e roteiro de Marc Omeyer, sobre piratas, outro tema que adoro! E que vou estar dia 15 de setembro em Indaiatuba, no HQFest do amigo Moacir Torres e, é claro, em Limeira dias 29 e 30 de setembro. Até lá!

Muito obrigado pela sua enorme gentileza em nos atender! Tenho certeza que os leitores gostaram de te conhecer melhor! Forte abraço e nos vemos em setembro no Festival de Quadrinhos de Limeira!

*Pedro Mauro se refere ao título L’art Du Crime, lançado originalmente na França pela editora Glenat a partir de abril de 2016 e ainda inédito no Brasil. Esta coleção de 9 números possui os roteiros feitos por Marc Omeyer e cada edição tem todas as artes feitas em parceria com artistas convidados. Ele desenhou o volume 3 desta série, que saiu em setembro daquele ano.

 

Datas e endereços

Do dia 01 ao dia 30 no Espaço Cultural Engep será realizada a exposição Tex 70 da coleção de Adriano Rainho.
Pedro Mauro estará na edição 2018 do Festival de Quadrinhos de Limeira, que acontecerá nos dias 29 e 30 de setembro na Faculdade de Administração e Artes de Limeira (FAAL).Ambas têm entrada gratuita.

Espaço Cultural Engep: Rua da Boa Morte, Largo da Boa Morte, 118, Centro
FAAL: Avenida Antonio Eugênio Lucato , 2515, Vila Camargo

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