04-06-2015

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As 50 melhores HQs do Homem-Aranha [45 – 41]

Olha aí, true believer! Conforme prometido, segue a parte dois do artigo com as melhores histórias do Cabeça-de-Teia em todos os tempos, na opinião do chapa aqui.

Esclarecendo que agrupei cinco HQs por postagem, e em ordem decrescente de colocação. Portanto, a primeira parte trouxe as cinco últimas posições (mas não menos formidáveis).

Vai notar também como as escolhidas desta postagem são histórias que exploraram bastante os personagens coadjuvantes, provando que o Homem-Aranha é bem mais que um super-herói. É, sim, antes de tudo, uma grande saga!

Mas chega de papo. Confira a seguir as minhas eleitas e, claro, não esqueça de emitir seus preciosos comentários.

Tá falado!

45ª – GRILHÕES
[Web of Spider-Man 52]
No decorrer dos anos, J. Jonah Jameson se tornou um dos principais coadjuvantes do aracnídeo, devido, com certeza, ao seu caráter dúbio – que o tornava tão amado e desprezado ao mesmo tempo. Talvez Jameson seja mesmo o coadjuvante preferido da maioria dos leitores. Da minha parte, ao menos, posso garantir que é o mais legal de todos! Porém, pouco se sabia de seu passado, de como ele subiu na carreira jornalística. Pois bem, essa é a história que revela tudo. E o melhor: do ponto de vista do próprio, enquanto aprisionado pelo Camaleão num apartamento fedorento. Depois dessa, nunca mais veríamos o velho cabeça-chata da mesma maneira… Autores: Gerry Conway (roteiro) – Frank Springer e John Romita (arte).

 

44ª – LEMBRANÇAS SINISTRAS
[Spectacular Spider-Man 139]
A simpatia de Joe Robertson era o contraponto à rabugice de Jameson, até Gerry Conway escancarar alguns de seus podres. Coisas que Robbie preferia manter enterradas em seu passado. Um passado que teimou em se fazer presente quando o assustador Lápide – um gigante albino e cruel dos tempos do colegial – voltou a cruzar o caminho do editor. Entre o medo, a vergonha e a honra, desta vez Robertson faria a escolha certa… mesmo que não a mais sábia. Autores: Gerry Conway (roteiro) – Sal Buscema (arte).

 

43ª – A MORTE DE JEAN DEWOLFF
[Spectacular Spider-Man 107 ao 110]
DeWolff surgiu nos anos 1970, pela imaginação de Bill Mantlo, e desde então mantinha uma participação discreta nas histórias do Teioso. Detetive durona, de visual retrô, a moça cumpria um papel parecido ao do Comissário Gordon nos gibis do Batman: o de representante da Lei que apoia o trabalho do herói. Mas ela também tinha um grande segredo, que Peter Parker e os leitores só descobriram após seu assassinato: ela amava o Homem-Aranha. Basta dizer que poucas vezes o herói foi retratado tão desnorteado como nesse arco. De quebra, ele ainda descobre que seu amigo Demolidor é o advogado Matt Murdock. Autores: Peter David (roteiro) – Rich Buckler, Brett Breeding e Joe Rubinstein (arte).

 

42ª – PREPARATIVOS FÚNEBRES
[Spectacular Spider-Man 186 ao 188]
Essa emocionante aventura poderia muito bem ser intitulada “A Hora e a Vez de Tia May”, e explico a razão. O velhaco Abutre, corroído pelo remorso por ter causado a morte de Nathan Lubensky, namorado de May Parker, decide conquistar o perdão da anciã, antes que o câncer o carregue para o inferno. Mas tal tarefa se mostraria quase tão impossível quanto enfrentar seu poderoso sobrinho. Destaque especial para o diálogo duro – e ao mesmo tempo com ternura – de Tia May com dois policiais meio folgados. Autores: J. M. DeMatteis (roteiro) – Sal Buscema (arte).

 

41BestSpider

41ª – HOMEM-ARANHA
[Amazing Fantasy 15]
É aqui que tudo começou. Em apenas 11 páginas, Stan Lee e Steve Ditko contaram uma das três mais emblemáticas histórias de origem dos quadrinhos (as outras duas são as de Batman e Superman). E todo mundo sabe de cor e salteado: Peter Parker, aquele nerd egoísta, ganha poderes excepcionais ao ser picado por uma aranha contaminada por radioatividade, e decide enriquecer com seus novos talentos. Mas a vida no Universo Marvel é cruel – como a nossa por aqui – e Peter aprende, da forma mais dura, o significado da frase “com grandes poderes vêm grandes responsabilidades”. Tio Ben, o cara que o criou morreu por sua causa. Naquele dia, o mimado Peter Parker também morreu. Em seu lugar surgiu o Peter Parker homem. Nasceu o Homem-Aranha. Autores: Stan Lee (roteiro) – Steve Ditko (arte).

 

Nota: As cinco HQs citadas nesta postagem são comentadas com maior profundidade e trabalho de pesquisa – e entremeadas por depoimentos dos próprios autores – em meu novo livro A ERA MODERNA DOS SUPER-HERÓIS, a ser lançado em breve pela HQM Editora.


Roberto Guedes
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