As 50 melhores HQs do Homem-Aranha [40 – 36]

Romita-ArtAs duas primeiras partes com a seleção das melhores HQs do Aranha deram o que falar. Recebi várias mensagens com comentários inteligentes e pertinentes, não só aqui, mas por e-mail e também pelo Facebook.

Meu chapa Helder Costa, por exemplo, argumentou o seguinte via grupo Gibilândia: “A origem do Homem-Aranha é um clássico! É uma que, pessoalmente, colocaria entre as quinze primeiras”, em referência ao fato dessa história aparecer, em meu artigo, na quadragésima primeira colocação.

Já Carlo Lebotti, do Rio de Janeiro – mas palmeirense, como faz questão de frisar -, indagou se a origem do aracnídeo não foi publicada pela primeira vez no Brasil pela EBAL. Expliquei que não. A editora de Adolfo Aizen iniciou sua revista O Homem-Aranha (abril de 1969) com Amazing Spider-Man 1. Portanto, saltou a HQ de Amazing Fantasy 15, que só apareceria em bancas brasileiras pela RGE, em Homem-Aranha 44 (agosto de 1982).

Algumas outras pessoas também querem saber por que não coloquei as datas das edições estrangeiras citadas, como costumo fazer normalmente em meus artigos.

A razão é simples: como se trata de um texto opinativo, quis mantê-lo o mais informal e ágil possível, evitando um excesso de dados técnicos.

Mas caso alguém queira saber a data de lançamento de alguma publicação estrangeira, ou em qual revista brasileira aquela tal HQ saiu, responderei com imenso prazer, OK? Aliás, acabei de fazer isso, reparou?

E agora, vamos em frente!

40bestSpider40ª – A PEDRA VITAL
[Spider-Man: Lifeline – minissérie em três partes]
Não sei você, mas em minha opinião Steve Rude poderia desenhar todas as histórias do aracnídeo pra sempre. A maneira como o súdito de Alex Toth retratou os personagens nessa minissérie de 2001, foi absolutamente perfeita – de fazer a gente esquecer John Romita por algum tempo (certo, eu sei que não dá pra esquecer o Romitão nunca). A trama resgata a famosa Placa de Hieróglifos, de um antigo plot trabalhado por Stan Lee em histórias do final dos anos 1960, porém a mensagem principal aqui é: “O que você faria se tivesse o poder de ressuscitar pessoas que amou demais?”. Peter, sempre ele, enfrentou esse dilema. Autores: Fabian Nicieza (roteiro) – Steve Rude e Bob Wiacek (arte).

 

39BestSpider39ª – GOLPE DE MESTRE (Tradução livre para MASTERSTROKE)
[Giant-Size Spider-Man 2]
Superpoderes versus Artes Marciais: POW! Você consegue imaginar quão eletrizante foi ler o primeiro encontro do Amigão da Vizinhança com Shang-Chi, o Mestre do Kung Fu – o herói mais descolado dos seventies? Pois é, essa HQ é uma mistura explosiva de pancadaria, filosofia oriental e piadinhas infames – estas provindas de você-sabe-quem. E as editoras brasileiras, como EBAL, Bloch e Abril, perderam a chance única de jogar essepetardo comics group em nossas bancas. Sim, perderam, pois com o fim do contrato de licenciamento do diabólico personagem Dr. Fu Manchu, é bem pouco provável que essa HQ seja republicada novamente pela Marvel. Autores: Len Wein (roteiro) – Ross Andru e Al Milgrom (arte).

 

38BestSpider38ª – UMA HISTÓRIA NUNCA CONTADA DOS PAIS DE PETER PARKER!
[Untold Tales of Spider-Man Minus 1]
Essa aventura é pra lá de especial para o universo aracnídeo, pois ocorre muitos anos no passado, tendo por protagonistas Richard e Mary Parker, os pais de Peter. O casal é recrutado pelo Coronel Nick Fury, da CIA, para uma missão secreta. No processo, acabam salvando o Agente Logan (o futuro Wolverine) do sádico Barão Strucker. Ao final das contas, Mary descobre que está grávida, e Logan é a primeira pessoa a cumprimentar o atordoado pai. Os Parkers, radiantes, concluem que nascerá um menino, e que ele será simplesmente… surpreendente! Autores: Roger Stern (roteiro) – John Romita e Al Milgrom (arte).

 

37BestSpider37ª – SURGE KAZAR!
[Amazing Spider-Man 57]
Durante um de seus inúmeros combates com o Dr. Octopus, o Aranha é atingido por uma arma poderosa e perde a memória. Aproveitando-se da fragilidade mental de seu inimigo, o vilão o convence que os dois são parceiros. O aracnídeo acaba perseguido pelas autoridades, enquanto Tia May e a turma da faculdade creem que ele sequestrou Peter Parker. A situação se complica quando Jameson manipula o selvagem Kazar a sair no encalço do Aranha – resultando num combate épico sobre os arranha-céus de Nova York. Todavia, a cena mais marcante se dá quando Gwen Stacy confronta o Aranha, entregando de vez seus reais sentimentos em relação a Peter. Os olhos esbugalhados do Aranha não reconhecem a loira, mas seu coração dispara loucamente.  Autores: Stan Lee (roteiro) – John Romita, Don Heck e Mike Esposito (arte).

 

36BestSpider36ª – A SAGA ORIGINAL DO CLONE
[Amazing Spider-Man 144 ao 151]
Em 1975, preocupado com a reação negativa dos fãs à morte de Gwen Stacy, Stan Lee teria pedido a Gerry Conway que trouxesse a loirinha de volta. O roteirista se recusou a ressuscitar a personagem, mas a reintroduziu parcialmente, na forma de um clone – criado por um apaixonado e ensandecido Miles Warren (o professor de ciências da Universidade Empire State). Miles descobriu o segredo da dupla identidade de Peter Parker, e o culpou pela morte de sua querida aluna. Após assumir a alcunha de Chacal, tenta enlouquecer o Aranha com a volta de Gwen – num momento em que o fotógrafo começava a se envolver com Mary Jane. No capítulo derradeiro, o Aranha enfrenta seu próprio clone, e sai vitorioso. Sem dúvida, um memorável arco de histórias, repleto de suspense e intriga, que marcou os anos 1970. Não merecia, contudo, ser desvirtuado de maneira tão vil, duas décadas depois, numa nova e medíocre Saga do Clone. Autores: Gerry Conway (roteiro) – Ross Andru, Frank Giacoia, Dave Hunt e Mike Esposito (arte).

 

Nota: As cinco HQs citadas nesta postagem são comentadas com maior profundidade e trabalho de pesquisa – e entremeadas por depoimentos dos próprios autores – em meu novo livro A ERA MODERNA DOS SUPER-HERÓIS, a ser lançado em breve pela HQM Editora.


Roberto Guedes
Guedes Manifesto

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